Presidente Milton de Araújo teve participação ativa nos debates contra o trabalho informal

Filiado à Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo – Fecomerciários, presidida pelo deputado federal Luiz Carlos Motta, e à União Geral dos Trabalhadores – UGT, presidida por Ricardo Patah, o presidente do Sincomerciários de Jundiaí e Região, Milton de Araújo representou os comerciários da região na 113ª Conferência Internacional do Trabalho, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2 a 13 de junho, em Genebra, Suíça. O dirigente defendeu a dignidade dos trabalhadores do Brasil, em temas relativos ao trabalho decente, na luta pela formalização.

Liderada pelo Ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Luiz Marinho, a delegação do Brasil contou com a presença de representantes das principais centrais sindicais brasileiras, como a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a qual o Sindicato é filiado, a Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Temas
Em todas as edições, o evento debate temas relativos às normas internacionais do trabalho e à promoção da proteção social. Esse ano, além de abordar as estratégias para combater a informalidade no mercado de trabalho, a 113ª edição trouxe temas atuais, como a regulamentação do trabalho mediado por plataformas digitais, o trabalho decente e a proteção contra riscos biológicos no ambiente de trabalho.

Formalização
Além de protocolar oficialmente a pauta da categoria junto à comissão responsável, mostrando sua preocupação com o avanço da informalidade no trabalho – um dos temas centrais do evento – Milton entregou pessoalmente para a secretária da Confederação Europeia de Sindicatos – CES, Catelene Passchier, um estudo onde ele propõe, enquanto dirigente sindical, soluções para enfrentar os desafios da informalidade no mercado de trabalho e promover transições sustentáveis rumo à formalização.

Milton ressaltou, em sua fala, que a ausência de vínculos formais retira direitos, amplia a vulnerabilidade e empurra milhares de pessoas para situações precárias e, em alguns casos, análogas à escravidão, sobretudo as mulheres. “Juntos, podemos combater a informalidade e construir um futuro mais justo e sustentável!”, destacou o dirigente.

Intitulado “Estratégias para Combater a Informalidade no Mercado de Trabalho”, o documento entregue por Milton para a OIT foca em políticas públicas e qualificação profissional para acabar com a informalidade. Entre os destaques, o dirigente propõe o uso das tecnologias digitais para promover a capacitação daqueles que se encontram na informalidade, inclusive capacitação específica – o que amplia as oportunidades de contratação formal.

O estudo traz, ainda, sugestões para a formação de parcerias público-privadas e a inclusão de jovens, mulheres e grupos vulneráveis no mercado de trabalho. E além do notável estímulo à promoção da dignidade para milhões de trabalhadores em todo o mundo, com soluções para gerar mais oportunidades de trabalho formal, o artigo demonstra compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), um conjunto de 17 metas globais estabelecidas pela ONU para promover um futuro mais justo e sustentável.

UGT
A numerosa delegação da UGT participou ativamente do encontro, com a presença do presidente, Ricardo Patah, acompanhado pelo vice-presidente, David Zaia, além da secretária adjunta do Terceiro Setor, Débora Bacani Oliveira e dos diretores Lourenço Ferreira do Prado (Relações Internacionais); Cícero Pereira da Silva (diretor e secretário de Educação e Formação da CSA); Wagner José De Souza (um dos fundadores da UGT, atualmente Secretário Adjunto de Relações Internacionais); e Washington Aparecido dos Santos, o Maradona (Secretário Adjunto dos Trabalhadores Urbanitários), entre outros.

Em seu brilhante discurso na Plenária, Patah destacou que as inovações tecnológicas do mundo moderno podem ampliar oportunidades, mas, sem uma regulação justa, aprofundam desigualdades e precarizam relações trabalhistas. “O trabalho em plataformas digitais, por exemplo, não pode ser sinônimo de desumanização. É urgente garantir direitos básicos: jornada digna, remuneração justa, proteção social, direito à organização sindical e à negociação coletiva”.

Carta da UGT
Aproveitando sua presença no evento internacional, a delegação da UGT distribuiu um documento aos participantes da Conferência, com o apoio do presidente Milton, se posicionando sobre seus projetos para um “Futuro Economicamente Viável, Socialmente Justo e Ambientalmente Sustentável”, convidando a todos para visitarem o Brasil na ocasião da COP30, maior evento mundial sobre clima, que acontece em novembro em Belém (PA). Acesse o documento na íntegra nos informativos em www.comerciario.org.br

Trabalho Decente no Comércio IV
Com três edições publicadas, a cartilha “Trabalho Decente no Comércio, Vol. IV”, de autoria do presidente Milton, deverá ser formulada, elaborada e impressa a partir do material resultante da Conferência, reunido pelo dirigente durante o evento, com sua avaliação. Assim que lançada, a publicação deverá circular por toda a base sindical comerciária paulista, e servirá para nortear os trabalhos das entidades sindicais.