
Doença mata em média, cerca de 50 homens por dia no Brasil, daí a importância do diagnóstico precoce
Com a aproximação do Novembro Azul, mês dedicado à saúde masculina, o debate sobre o preconceito contra o exame de próstata volta a ser um ponto central. O tema principal do Novembro Azul 2025 é o cuidado integral com a saúde do homem, com foco na prevenção do câncer de próstata e em outras questões de saúde masculina. A campanha deste ano enfatiza que “Não é só a próstata” e busca desmistificar a busca por atendimento médico, promovendo a ideia de que cuidar da saúde física e emocional é um ato de coragem. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para o triênio 2023–2025 haja uma média de 71.730 novos casos por ano, ou seja, cerca de 200 por dia. A doença matou uma média de 47 homens por dia em 2023. Mesmo assim, quase metade dos homens acima de 40 anos não fazem os exames preventivos.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta para a importância do cuidado com a saúde global masculina, não apenas cuidados com a próstata, mas reforça a realização periódica de exames e consulta com o especialista, o que pode prevenir doenças e até mesmo detectá-las em estágio inicial, quando aumentam as chances de cura, como é o caso do câncer de próstata. “No Brasil, muitos casos de câncer de próstata são diagnosticados em estágio avançado, quando o tratamento é apenas paliativo. O câncer de próstata é uma doença do envelhecimento masculino, então estar ciente do seu risco e diagnosticá-la de forma
precoce é fundamental”, ressalta o presidente da SBU, Dr. Luiz Otávio Torres.
Segundo a terapeuta integrativa Suzy Reigado Ferreira, essa relutância, muitas vezes ligada a uma visão machista, é uma barreira cultural que pode ser fatal, pois o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura do câncer de próstata, o segundo tipo mais comum entre os homens brasileiros. Muitos homens veem o exame de toque retal como algo que compromete a sua imagem masculina, desconhecendo a rapidez do procedimento (cerca de 5 segundos). Alguns chegam a preferir não saber se têm a doença, associando-a, de forma infundada, a disfunções eréteis ou a uma piora na qualidade de vida. A campanha do Novembro Azul visa desmistificar o exame e incentivar a consulta anual ao urologista.
