8 de dezembro é comemorado o Dia Nacional da Família no Brasil

A data ressalta que a família, além de ter laços sanguíneos, é composta por relações afetivas baseadas em amor, ajuda mútua e respeito, independentemente de sua estrutura.

No período colonial e império, o modelo predominante era a família patriarcal, com raízes no direito romano e canônico. Caracterizava-se pela hierarquia rígida, papéis de gênero bem definidos e a autoridade centralizada na figura masculina (pater familias), que exercia controle sobre todos os membros e bens. O casamento era a única forma legítima de constituição familiar, visando à procriação e à herança. Já no século XX com a industrialização, a família tornou-se menos numerosa, e a rigidez dos papéis começou a ser questionada. Com a Constituição Federal de 1988 a família é reconhecida para além do casamento, incluindo a união estável e a família monoparental (formada por um dos genitores e seus descendentes). Isso transferiu o foco da formalidade do matrimônio para a proteção do bem-estar e dos sentimentos dos membros da família. E agora, nos tempos atuais, a grande mudança ocorreu ao reforçar que o conceito de família é ‘multifacetado e plural’. O que define a família moderna não é mais a consanguinidade ou o casamento em si, mas sim os laços de afetividade e a busca pela felicidade e dignidade de seus membros.  O mais importante é que haja respeito mútuo na sociedade.