O Brasil encerrou 2025 com o maior número de feminicídios já registrado. Levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública aponta que, ao longo do último ano, quatro mulheres foram assassinadas por dia no país, vítimas, em sua maioria, de parceiros ou ex-parceiros. Os dados reforçam que o feminicídio não é um evento isolado, mas o desfecho extremo de relações marcadas por controle, medo e violência progressiva.  “O feminicídio não começa no dia do assassinato. Ele é construído aos poucos, em relações que vão minando a autonomia, o senso de valor e a liberdade da mulher. Quando a violência explode, ela já vinha sendo anunciada há muito tempo”, afirma a advogada Danda Coelho, enfatizando que, muitas dessas relações funcionam como verdadeiras bombas-relógio. “São vínculos aparentemente estáveis, mas sustentados por ciúme excessivo, posse, isolamento e desqualificação. A mulher aprende a conviver com o medo, a dúvida e a culpa, enquanto o risco só aumenta”, diz. Para Danda, permanecer em relações tóxicas não é uma questão de fraqueza individual, mas de uma estrutura social que ainda cobra silêncio e tolerância das mulheres.

Na RMJ

Com base em levantamentos recentes de 2024 e início de 2025, Jundiaí tem enfrentado números preocupantes de violência contra a mulher, apesar de ser considerada uma cidade segura em índices gerais de homicídios.  Jundiaí registrou 4 feminicídios consumados, além de dezenas de tentativas. A Região Metropolitana de Jundiaí apresentou um aumento nos casos. Enquanto em 2023 foram registrados três casos, em 2024 esse número subiu para sete (considerando a região).

Ajuda

Ligue 180 é um serviço de utilidade pública essencial para o enfrentamento à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. É possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.