Um tema que, apesar da quantidade de informações que o adolescente tem, sempre causa preocupação: gravidez na adolescência. 

Em um mundo globalizado e tecnológico, no qual, os jovens têm um mundo de informações, a gravidez precoce ainda é um problema de saúde pública e é definida pela OMS como a gestação na adolescência (10 a 19 anos), é um fenômeno complexo com implicações físicas, sociais e econômicas. Frequentemente não planejada, pode resultar em evasão escolar, perpetuação do ciclo de pobreza e riscos à saúde, como pré-eclampsia, baixo peso ao nascer e mortalidade materna/fetal.

No Brasil, atualmente 1 em cada 23 adolescentes se torna mãe anualmente, colocando o país entre os líderes mundiais, com mais de 400 mil mães adolescentes por ano, impactando fortemente a educação e o futuro delas. É o segundo país com as maiores taxas de gravidez na adolescência, com cerca de 68,4 nascimentos para cada mil adolescentes (15-19 anos).

A ocorrência de gestações durante a adolescência é um desafio de saúde pública que acarreta implicações médicas, psicossociais e econômicas. Diversos fatores contribuem para esse evento, tais como falta de conhecimento sobre reprodução e acesso a serviços de saúde, baixa escolaridade dos pais, fatores relacionados à raça e classe econômica, a não utilização ou uso inadequado de métodos contraceptivos, início precoce da vida sexual, consumo de tabaco e de álcool.

Por isso entre os dias 1 e 8 de fevereiro é realizada a ‘Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência’, que visa conscientizar sobre os riscos da gravidez precoce e promover educação sexual focada em educação sexual abrangente, acesso a métodos contraceptivos (preservativo, pílula, DIU, etc., disponíveis no SUS), e diálogo aberto entre família, escola e adolescentes. Essa rede de proteção, ao fornecer informações claras sobre sexualidade, métodos contraceptivos e autonomia corporal, combate a desinformação, reduz riscos e permite escolhas conscientes, fortalecendo o bem-estar e o projeto de vida dos jovens.