
Sessão teve de tudo: manifestação no plenário; pedido de prisão do presidente da Câmara (Tônico), e muita confusão do início ao fim

Uma verdadeira guerra! É assim que se encontra a política no município de Campo Limpo Paulista, onde Executivo (prefeitura) e Legislativo (Câmara Municipal) não chegam a um consenso e ambos os lados se acusam de possíveis irregularidades. E esta guerra teve mais um capítulo que começou na sessão ordinária desta terça-feira (10), que votaria a cassação do prefeito Adeildo Nogueira (PL), terminando apenas na madrugada de quarta-feira (11) depois de cerca de nove horas de duração e quatro interrupções e teve de tudo: manifestação no plenário pró e contra o prefeito, que esteve no local junto ao seu vice; pedido de prisão do presidente da Câmara Antonio Fiaz Carvalho (Tônico), e muita confusão do início ao fim.

Acusações
A 26º Sessão Ordinária, que votaria a possível cassação do prefeito Adeildo sob a acusação de não responder requerimentos e convocações feitos por vereadores e também por não ter fiscalizado contratos de prestação de serviços públicos no Hospital das Clínicas e que teria autorizado pagamentos sem previsão no orçamento. O prefeito Adeildo Nogueira nega todas as acusações.
Tensão e voz de prisão

Diante de tanta confusão e clima de tensão, a sessão teve início com atraso de pelo menos uma hora. O tumulto começou quando o presidente da Câmara ordenou que o vereador Paulo Preza (PP), que está impedido pela Justiça de participar da votação, fosse retirado do plenário. Prezza por sua vez, tentou impedir que sua suplente, Alessandra Vergílio, tomasse posse. Neste momento, uma advogada entrou no plenário e anunciou voz de prisão contra o presidente da Câmara, alegando suposto abuso de autoridade. Depois disso, a sessão ficou suspensa por mais de quatro horas. Vereadores da base do prefeito, assinaram um documento informando que não participariam da votação e se retiraram do local. A Guarda Municipal foi chamada para tentar prender o presidente do Legislativo, que se abrigou em seu gabinete, o que causou novo tumulto, mas a ação não foi realizada e a PM Foi acionada para garantir a ordem. Horas depois, o presidente deixou o local e o vice-presidente da Câmara comunicou oficialmente a suspensão da sessão e informou que ela será retomada em uma data ainda a ser definida. Após o ocorrido a assessoria de imprensa apresentou um despacho do José Eduardo Marcondes Machado do Tribunal de Justiça de SP, que indefere o julgamento de cassação do prefeito, segundo o Agravo de Instrumento Processo nº 2029960-59.2026.8.26.0000.

Tanto o presidente Tônico quanto o prefeito Adeildo realizaram entrevistas coletivas para apresentar sua versão dos fatos. A expectativa é de uma nova data para o julgamento seja marcada.
