O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, Luís Carlos de Oliveira, o Lu, voltou a defender publicamente o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso. Para o dirigente sindical, a escala é ultrapassada, prejudica a saúde dos trabalhadores e não acompanha os avanços da indústria e da produtividade.

Segundo ele, a jornada 6×1 impõe um ritmo exaustivo, especialmente para os metalúrgicos, que já enfrentam atividades pesadas e ambientes de trabalho que exigem atenção constante. “Não é razoável que, em pleno século XXI, o trabalhador tenha apenas um dia para descansar, cuidar da família e da própria saúde. Isso não é qualidade de vida, é sobrevivência”, afirmou.

O presidente destaca que a defesa do fim da escala 6×1 não é apenas uma reivindicação sindical, mas um debate que envolve saúde pública e desenvolvimento social. De acordo com ele, jornadas mais equilibradas reduzem afastamentos por doenças ocupacionais, acidentes de trabalho e problemas relacionados ao estresse. “Trabalhador descansado produz mais e melhor. Isso já foi comprovado em diversas experiências no Brasil e no mundo”, ressaltou.

Para o sindicalista, o avanço tecnológico e o aumento da produtividade nas fábricas precisam ser acompanhados por melhores condições de trabalho. “A indústria evoluiu muito, mas essa evolução não chegou na mesma proporção para quem está no chão de fábrica. Não podemos aceitar que o lucro venha sempre antes da vida das pessoas”, disse.

O dirigente sindical informou que o sindicato pretende intensificar o debate sobre o tema nas fábricas e nas mesas de negociação com o setor patronal. A entidade também defende que a sociedade participe dessa discussão, já que a jornada de trabalho impacta diretamente a saúde, o convívio familiar e a organização social. “O fim da escala 6×1 é uma luta por dignidade. Descansar não é favor, é direito. E viver não pode ser um privilégio de poucos”, concluiu o presidente.