
Hoje é comum ouvirmos esta palavra ‘adultização’, ou seja, antecipar a vida adulta, mas isso acaba sendo prejudicial
Deixar a criança ser criança é uma reflexão para que a sociedade valorize a infância em sua plenitude, permitindo que a criança se divirta, explore, seja livre e aprenda no seu próprio ritmo, sem a pressa da vida adulta ou a imposição de expectativas que não são adequadas à sua fase. É um convite a respeitar a inocência, a fantasia e a alegria natural da criança, nutrindo-a com brincadeiras, socialização e um ambiente acolhedor e de respeito. Crianças precisam de tempo livre para brincar e interagir com outras crianças, algo fundamental para o seu desenvolvimento.
É importante lembrar, que cada criança tem um ritmo próprio para aprender e amadurecer. Acelerar a infância pode prejudicar esse processo. Por isso, permita que a criança explore, suja-se, corra e faça perguntas, sem ser excessivamente controlada ou repreendida. Por que a infância é um período de imaginação fértil, onde a realidade e a fantasia se misturam para criar um mundo de possibilidades.
Presente
A infância “antigamente” era caracterizada por mais tempo brincando na rua e um contato direto com a natureza, usando a criatividade para criar brinquedos, enquanto hoje a infância é marcada pela forte influência da tecnologia, com atividades predominantemente dentro de casa e o uso de dispositivos eletrônicos. Além disso, muitos pais acham que dar um presente ao filho neste dia é mais importante que o convívio, e ‘esquecem’ de estarem presentes e de que o tempo e a atenção dos pais são mais valiosos e duradouros do que bens materiais, construindo memórias afetivas e a base emocional que nenhuma compra pode oferecer. A presença dos pais, expressa por meio do afeto, da escuta e do convívio, é fundamental para o desenvolvimento da criança, enquanto o consumismo excessivo (apenas dar presentes) pode gerar prazeres superficiais e estresse.
