
A proposta busca reduzir a jornada de trabalho sem redução salarial
Nesta sexta, dia 1º de maio, trabalhadores de várias partes do mundo, inclusive o Brasil, celebram o Dia do Trabalhador ou o Dia Internacional do Trabalho. Para muitos, uma data de reflexão e de luta, que este ano, tem como a maior conquista, o Fim da Escala 6 x 1, que pode proporcionar ao trabalhador, uma redução da jornada de trabalho, que para os sindicalistas, fazem diferença na vida do trabalhador.

Para o presidente do Sindicato dos metalúrgicos de Jundiaí e Região, Luís Carlos de Oliveira, o Lu: “Mais do que uma festa, o 1º de Maio é uma data de grande significado histórico. Marca a luta da classe trabalhadora por direitos, melhores condições de trabalho, dignidade e justiça social. É um dia que reforça a importância da união, da organização sindical e da mobilização permanente em defesa das conquistas já alcançadas e por aquelas que ainda virão, como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e o fim da escala 6×1”, observou o presidente Lu, destacando que a luta pela redução da jornada de trabalho não é de hoje. Recentemente, o sindicato levou a voz dos metalúrgicos de Jundiaí e região até Brasília, participando da Marcha da Classe Trabalhadora e entregando nossas pautas diretamente ao Governo Federal. O recado foi claro: o Brasil precisa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem mexer no seu salário. “Hoje, a lei permite que você trabalhe até 44 horas por semana. Nossa luta é baixar esse teto para até 40 horas semanais. São 4 horas a menos de fábrica por semana. No final do mês, você ganha 16 horas livres a mais. Você trabalha menos, mas o valor do seu holerite continua o mesmo. O seu poder de compra é preservado e você tem mais tempo para cuidar da parte espiritual, para o futebol com os amigos, para o descanso e para ver os filhos crescerem. Menos cansaço significa mais saúde”, detalhou .

O presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, Eliseu Silva Costa, complementou lembrando que quem já conquistou o regime de 5 dias de trabalho por 2 de folga não terá nenhum prejuízo. “Nós já conseguimos isso em muitas empresas da nossa região. Então quem já trabalha na escala 5 x2 também vai trabalhar menos se a lei mudar para 40 horas; o seu modelo de trabalho se torna o padrão oficial com redução de 4 horas semanais de trabalho, protegendo o que você já conquistou e abrindo portas para novas melhorias. O objetivo é subir o degrau de quem ainda está no 6×1, manter as conquistas de quem já não trabalha nessa jornada, e ainda diminuindo 4 horas de trabalho na semana, ou 48 minutos por dia, sem redução de salário. Isso significa 10% de tempo ganho e, consequentemente, 10% de ganho salarial”, explicou.

Na avaliação do presidente do Sincomerciários de Jundiaí e Região, Milton de Araújo, este ano, o 1º de Maio vai ser diferente para a categoria comerciária. “Isso porque, tramita no Congresso Nacional importantes pautas trabalhistas, com foco no fim da escala 6×1. Com apoio do Governo Federal, das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais, os comerciários podem esperar um novo e favorável modelo de jornada de trabalho, que deve proporcionar, aos trabalhadores do País, sobretudo aos profissionais do comércio, mais saúde, qualidade de vida e tempo para o convívio familiar”, salientou o presidente enfatizando que, os reflexos desta conquista estão diretamente associados à produtividade, já que todas as pesquisas realizadas recentemente no mundo mostram que o trabalhador mais descansado trabalha melhor, mais satisfeito. Sem contar com os benefícios para a saúde mental – assunto em pauta no Ministério do Trabalho, que estabeleceu, neste ano, novas normas regulamentadoras para prevenção de doenças mentais ocasionadas pelas rotinas de trabalho exaustivas.
O presidente do Sindicato dos Comerciários de Jundiaí e Região, Milton de Araújo, explica, ainda, que a luta da categoria pelo fim da escala 6×1 está fortalecida. “As entidades sindicais comerciárias paulistas entendem que o comerciário é peça fundamental da economia e merece valorização contínua. Por isso, contam, inclusive, com o apoio de um forte protagonista nessa luta, em Brasília, o deputado federal Luiz Carlos Motta, presidente licenciado da Fecomerciários, atento à tramitação da matéria na Câmara dos Deputados”.

O presidente do Sindicato dos José Carlos da Silva, ressaltou que o Dia 1º de Maio é uma data especial momento de valorizar as lutas sindicais em favor da classe trabalhadora por melhores salários e condições trabalho. “Hoje essa luta é continua para manter direitos conquistados nas Convenções e Acordos Coletivos com vários benefícios que não tem previsão em lei. O fim da escala 6 por 1 é uma necessidade Urgente para os trabalhadores atuais, que vai trazer um maior tempo de descanso mais tempo para com a Família, além disso um trabalhador descansado conseguirá produzir muito mais, principalmente falando dos trabalhadores da Construção Civil em razão das atividades extremamente pesada e exaustivas. Redução da jornada já”.

O presidente do Sindicato da Alimentação e Bebidas de Jundiaí e Região Edilson de Carvalho, apesar de todos os desafios, reforçou a importância da data a afirmou que o 1º de maio é sim, uma história marcada por conquistas através de muita luta e por isso é importante. “Atualmente a nossa maior luta é pela redução da jornada de trabalho com o fim da escla 6×1, que trará, sem dúvidas, mais qualidade de vida ao trabalhador e geração de empregos para todos os setores”. Já no setor alimentícios, Edilson avalia o ano como positivo, com criação de mais vagas.
Fim da Escala 6 x 1
Em abril de 2026, a proposta avançou significativamente no Congresso Nacional, com a CCJ da Câmara dando aval para o texto que busca garantir mais dignidade e qualidade de vida aos trabalhadores. O texto segue para uma comissão especial para debater o mérito e, em seguida, para o plenário da Câmara. Para aprovação, a PEC precisa de, no mínimo, 308 votos na Câmara e, posteriormente, passar pelo Senado.
Segundo estudos, grupos e setores mais impactados positivamente incluem o Comércio e Varejo, como vendedores, atendentes e operadores de caixa em lojas e supermercados, que operam quase todos os dias da semana; Serviços e Hotelaria: Trabalhadores de bares, restaurantes e hotéis, setores onde 82% dos profissionais em escala 6 x 1 recebem menos de dois salários mínimos. E a Indústria, uma vez que, operários de linhas de produção que atualmente trabalham aos finais de semana para evitar paradas na produtividade.
