A Cooperativa Agrícola Nossa Senhora das Vitórias comercializa, em média, cerca de 100 mil caixas de seis quilos de caqui por mês durante o período de safra. Formada por 36 cooperados de famílias tradicionais de Jundiaí e Louveira, a cooperativa abastece mercados dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco e Bahia, levando o nome da cidade para diferentes regiões do Brasil.

O agronegócio é um dos setores econômicos mais importantes de Jundiaí, reunindo 974 propriedades rurais, com presença marcante de pequenos e médios produtores que geram trabalho e renda para famílias do campo. Nesse cenário, o caqui se destaca como a segunda fruta mais produzida no município, atrás apenas da uva, reforçando o papel da fruticultura na economia rural jundiaiense.

Jundiaí comercializa 6 toneladas de caqui por mês

O cultivo do caqui começou a ganhar força em Jundiaí no final da década de 1960, inicialmente como alternativa aos tradicionais pomares de uva Niagara e pêssego. Ao longo das décadas, a fruta encontrou condições favoráveis para seu desenvolvimento e se consolidou como uma das principais culturas agrícolas do município.

Atualmente, Jundiaí conta com mais de 40 mil pés de caqui, com predominância da variedade Rama Forte, a mais procurada pelos consumidores. Também são produzidas as variedades Cristal, Costata e Guiombo. A safra tem início em fevereiro e segue até meados de julho, período de intensa atividade nas propriedades rurais.

Para o presidente da cooperativa e produtor da fruta, Orlando Steck, a tradição construída pelos produtores ao longo dos anos explica o reconhecimento conquistado pela fruta produzida na região.

“Jundiaí tem uma história muito forte com o caqui. A variedade Rama Forte continua sendo muito procurada pelo mercado e os produtores seguem investindo para manter a qualidade da fruta e atender a demanda dos consumidores. Os investimentos que fizemos no processo de qualidade, com maquinários modernos, beneficiam todo mundo, desde os pequenos até os grandes produtores. É uma cultura que faz parte da identidade agrícola da nossa região”, destaca.

Orlando Steck, produtor de caqui e presidente da Cooperativa Agrícola

Além da relevância econômica, a produção contribui para a preservação da atividade agrícola e da tradição rural do município. Durante o período de safra, a cadeia produtiva também gera empregos temporários em atividades de colheita, seleção, embalagem e comercialização. No pico da produção, são contratados cerca de 90 funcionários a mais para atender à demanda do período.

O diretor de Agronegócio da Secretaria de Agronegócio, Abastecimento e Turismo, Sérgio Pompermaier, ressalta que o caqui representa uma das principais forças da agricultura local. “Nos últimos dez anos, houve um aumento expressivo na área de cultivo de caqui em Jundiaí, impulsionado pela diversificação da produção agrícola, com a fruta ganhando ainda mais espaço entre os produtores. Um dos motivos é a facilidade de manejo em relação a outras culturas, o que também explica por que o consumidor encontra o caqui com tanta facilidade na cidade, tanto em supermercados quanto em feiras e varejões municipais.”

A safra de 2026 se encaminha para o encerramento, reforçando mais uma vez a importância do caqui para o desenvolvimento rural e para a identidade agrícola de Jundiaí.

Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ