A campanha Agosto Dourado aponta o papel essencial do leite materno para a saúde e o desenvolvimento dos bebês.

O Agosto Dourado simboliza a luta pelo incentivo à amamentação no Brasil, destacando o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado até os dois anos ou mais. A realidade do país mostra avanços importantes nas taxas de amamentação inicial, mas ainda enfrenta grandes barreiras no suporte contínuo às mães.

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) 2026 terá como tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”. De acordo com a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (DCAM-SBP), dra. Rossiclei Pinheiro, a escolha do assunto é de extrema relevância, pois além de abordar os benefícios intrínsecos à saúde materno-infantil, também destaca o profundo impacto da amamentação nas esferas ambiental, social e econômica. “No âmbito social e econômico, o aleitamento materno promove o vínculo afetivo entre mãe e filho e contribui para a redução de custos para as famílias e para o sistema de saúde, uma vez que crianças amamentadas tendem a adoecer menos, diminuindo gastos com

A Assembleia Mundial da Saúde (AMS) estabeleceu como meta global chegar a 2025 com pelo menos 50% dos bebês em aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida. O objetivo é alcançar 70% em 2030. O Brasil, oficialmente, não atingiu os 50%, mas chegou bem perto. Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) de 2019, a taxa de amamentação exclusiva em bebês de até seis meses alcançou 45,8% no país. O avanço é expressivo: duas décadas atrás, em 2006, o índice era de 37,1%. Há 40 anos, era de apenas 4,7%. Mas é preciso avançar muito mais.

medicamentos e internações. Além disso, a amamentação é uma prática sustentável, que não gera resíduos, não depende de cadeias industriais poluentes e contribui para a segurança alimentar e nutricional”, frisa.