Durante muitos anos, ao lado da equipe formada por fotógrafos, motoristas e o apoio da redação e administrativo, jornalistas faziam reportagens sobre empresas que brigavam na justiça para não pagar ou dificultar o acesso aos direitos a seus funcionários, como foram os casos da antiga Vigorelli, que demorou cerca de 25 anos para permitir que os ex-trabalhadores recebessem seus direitos trabalhistas principais e da Argos que faliu em 1984 e por vários anos, o processo trabalhista se arrastou. Agora são estes mesmos jornalistas, fotógrafos, motoristas e pessoal do administrativo que estão brigando por seus direitos trabalhistas em processos que já se arrastam por décadas. No caso dos profissionais do Jornal de Jundiaí (JJ) são dez anos e do Jornal da Cidade (JC), já são 21 anos de sofrimento e incertezas sobre o desfecho deste processo trabalhista. E por isso necessitam de todo apoio para que consigam sair vitoriosos desta batalha.

Neste período, todos os ex-funcionários vêm acompanhando de alguma forma, o andamento do processo e a grande questão é: Por que tanta demora por parte da Justiça Trabalhista? O que emperra a finalização da ação? Enfim, questões não respondias pela Justiça. E para tentar chamar a atenção da opinião pública e dar visibilidade a este drama, um grupo de ex-funcionários de ambas as empresas, esteve na Câmara Municipal de Jundiaí na terça-feira, dia 18, para tentar sensibilizar os vereadores e a população para esta questão. Na ocasião, foram recebidos pelo vereador delegado Paulo Sérgio Martins, que em sua trajetória como delgado de polícia, pôde acompanhar o trabalho de muitos destes profissionais, como testemunha de dedicação de cada um deles. “É uma injustiça que estão fazendo com vocês”, destacou.

Fotos Jundiaí Agora

Além do delegado, a reunião também teve a participação de Valério Freire Paiva, diretor do Sindicato dos Jornalistas de Campinas, e Gustavo Loschi, diretor de Assuntos Parlamentares da Prefeitura de Jundiaí, vereador Henrique Parra Parra Filho, Mariana Janeiro, Dika Xique Xique e Kachan Jr, com o objetivo de abrir novas frentes de batalha para que os trabalhadores possam receber seus direitos, o mais breve possível. Aos vereadores foi sugerido que façam moções de apoio aos profissionais que travam esta batalha e também pedidos de esclarecimentos à Justiça Trabalhista.

O diretor do Sindicato dos Jornalistas disse que será avaliada a possibilidade de contato com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-15), que fica em Campinas e a necessidade de buscar outros órgãos de imprensa para divulgar o drama dos ex-funcionários, inclusive os informativos do próprio sindicato e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), para que o caso ganhe repercussão nacional.