O hábito continua sendo uma das principais causas evitáveis de morte no país, com milhares de óbitos anuais

No dia 29 de agosto, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Apesar da redução histórica no número de fumantes nas últimas décadas, segundo o Portal Dráuzio Varella, o Brasil interrompeu a trajetória de queda do tabagismo e o número de fumantes no país voltou a subir em 2024. Dados do Ministério da Saúde indicam que a proporção de adultos fumantes subiu de 9,3% em 2023 para 11,6% em 2024, quebrando uma longa trajetória de declínio iniciada na década de 1980. O aumento de 25% acende um alerta, especialmente no contexto de popularização dos cigarros eletrônicos. O uso associado de cigarros tradicionais e dispositivos eletrônicos (vapes, proibidos pela Anvisa desde 2009) faz com que a taxa de tabagismo na faixa etária de 18 a 24 anos se aproxime de 20%. Entre os adolescentes de 13 a 17 anos, a experimentação dos cigarros eletrônicos saltou de 16,8% para 29,6%.

Doenças evitáveis

O tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de morte no país, respondendo por dezenas de milhares de óbitos anuais relacionados a cânceres (como o de pulmão), problemas cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas. Metais pesados e outras substâncias presentes nos dispositivos podem causar problemas graves nos pulmões. Entre os adolescentes, o perigo é ainda maior, já que o cérebro ainda está em processo de desenvolvimento. Mais suscetíveis a substâncias que trazem prazer, eles têm mais risco de se tornarem dependentes, assim como de migrarem para outras substâncias químicas que agem no mesmo local do cérebro – como o cigarro tradicional e drogas ilícitas.