Com o tema “O que a pressa não deixa você ver” convida a todos a adotar um olhar mais humano sobre o trânsito

Entre os dias 18 e 25 de setembro é realizada a Semana Nacional de Trânsito 2026. Este ano, a campanha explora a pressa no trânsito, tanto de condutores de diferentes veículos, quanto de pedestres, que na pressa podem cometer ou ser vítimas de acidentes.  A iniciativa convida os condutores a desacelerar e adotar um olhar mais humano sobre o trânsito, mostrando que, por trás de uma motocicleta, um caminhão de coleta, uma carreta ou uma pessoa atravessando, existe alguém com uma história, uma profissão, uma família e o desejo de chegar em segurança. Para isso, enfoca que são necessárias atitudes de cuidado, respeito e responsabilidade, como manter distância segura, respeitar os pontos cegos e ter paciência, principalmente diante de um trânsito cada vez mais dinâmico, no qual, seguem muito próximo do veículo da frente, acelerar para aproveitar o sinal amarelo, disputar espaço com motociclistas, fazem  ultrapassagens arriscadas, mudam constantemente de faixa ou não dar ao pedestre o tempo necessário para atravessar. É preciso reconhecer que a via é um espaço compartilhado e que as decisões de um usuário podem afetar diretamente a segurança dos demais.

Números

Atualmente 90% dos acidentes graves envolvem falhas de percepção e comunicação entre usuários do trânsito. Um motorista que “enxerga” o ciclista ao seu lado reduz drasticamente riscos de colisão. Um pedestre que reconhece o espaço do motociclista previne conflitos perigosos.

Os últimos dados consolidados do Ministério da Saúde mostram que 37.150 pessoas morreram em decorrência de sinistros de trânsito no Brasil em 2024. Isso significa, em média, mais de 100 mortes por dia. Os motociclistas aparecem como o grupo mais atingido, com 15.459 mortes, o equivalente a 41,6% do total. Pedestres foram 5.682 vítimas fatais e ciclistas, 1.549. Somados, esses três grupos mais vulneráveis representaram aproximadamente 61% das mortes.