O Movimento Sindical Unificado de Jundiaí reuniu-se na última semana  para discutir o cenário eleitoral e reforçar um alerta à classe trabalhadora: o voto tem consequências e pode influenciar diretamente a vida dos trabalhadores, os salários, os direitos, os serviços públicos e as condições de trabalho.  Diante das eleições, a orientação do movimento é que cada trabalhador conheça a trajetória dos candidatos, suas posições e seus compromissos antes de votar. Mais do que promessas de campanha ou discursos nas redes sociais, é fundamental observar o histórico de quem pede o voto e sua atuação em defesa — ou não — dos direitos dos trabalhadores.

O que está em jogo?

Direitos trabalhistas, salários, jornada de trabalho, aposentadoria, saúde, educação, emprego e políticas sociais estão entre os temas que podem ser afetados pelas decisões tomadas pelos poderes Executivo e Legislativo.

Por isso, o trabalhador deve estar atento a propostas que possam resultar em precarização das relações de trabalho, enfraquecimento da representação sindical ou redução de políticas públicas e investimentos sociais.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, Luis Carlos de Oliveira, o Lu, a mobilização e a participação dos trabalhadores são fundamentais para garantir avanços. “Nas eleições, o trabalhador precisa lembrar de quem esteve ao seu lado, quem ajudou a construir suas conquistas, quem votou a favor e, principalmente, quem criou obstáculos para impedir que seus direitos fossem preservados. Não queremos apenas discursos e promessas. Queremos compromisso e atitude”, afirmou.

O presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, Eliseu Silva Costa, também ressalta a importância da participação consciente dos trabalhadores e da defesa da democracia e dos direitos sociais. “É preciso conhecer as posições dos candidatos e entender que as decisões tomadas pelos governos e pelo Congresso têm impacto direto na vida dos trabalhadores, nos salários, nos direitos e nas condições de trabalho. Por isso, não podemos tratar a eleição como algo distante. Cada trabalhador deve votar com responsabilidade, informação e consciência, pensando no futuro e na defesa da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas”, asseverou.