
Transformações tecnológicas aceleradas, pressões socioeconômicas e mudanças no estilo de vida são fatores que interferem na saúde mental
Em uma sociedade na qual, o cérebro humano recebe um volume de informações diárias sem precedentes e a falta de momentos de silêncio e tédio impede o descanso mental crônico, causando doenças de ordem psicológicas. As redes sociais exibem recortes irrealistas de sucesso, beleza e felicidade. Isso gera sentimentos constantes de inadequação, baixa autoestima e a sensação de estar sempre perdendo algo têm reflexos na saúde mental e por fim, os algoritmos são desenhados para viciar, gerando picos de dopamina a cada notificação, o que reduz a tolerância à frustração e afeta o foco. Por tudo isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS), enfatiza que aproximadamente um bilhão de pessoas no mundo sofrem com problemas de saúde mental, principalmente ansiedade e depressão, que pode variar de leve, moderada a grave. No ano de 2025, quase meio milhão de afastamentos do trabalho ocorreram devido à depressão. A depressão ocupa a primeira posição entre os transtornos mentais mais diagnosticados. Essa condição é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens.
Dia Mundial
Para reafirmar a necessidade do cuidado, foi instituído, há mais de 30 anos, o Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado no dia 10 de outubro e que busca aumentar a conscientização global sobre as questões de saúde mental e mobilizar esforços em apoio à prevenção e ao cuidado.
De acordo com a psiquiatra Beth Pontes, cada pessoa deve ficar atenta aos seus próprios comportamentos e sentimentos, assim como o seu grupo familiar e social, que pode ajudar a detectar uma mudança de comportamento e de humor, alerta a psiquiatra Beth Pontes. “Uma tristeza que não passa, ansiedade em excesso, falta de energia para lidar com coisas básicas, sono agitado ou insônia constante são sinais para procurar ajuda profissional. Qualidade de sono é qualidade de vida”, afirma, enfatizando que as ações para promover a saúde mental são de extrema importância, tanto na perspectiva individual como na social e isso inclui o autocuidado, a prática de exercícios físicos, vida social, momentos de lazer e de descanso.
A assistência pública à saúde mental no Brasil conta com a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que estabelece pontos de atenção para o atendimento de pacientes com distúrbios psiquiátricos ou dependência química.
